Convivendo com Vampiros?
Pensando um pouco sobre relacionamentos, você já ouviu falar em pessoas vampiras? Aquelas pessoas que parece que se aproximam das outras só pra sugar as energias? Essa visão fantasiosa até faz sentido, quando relacionamos esse conceito do senso comum com o conceito de simbiose e dependência, da Psicologia.
Para a Psicologia, nos relacionamentos simbióticos não há um limite bem definido entre uma pessoa e a outra, é uma relação de dependência mútua.
Muitas vezes, essas pessoas sofrem por não se sentirem bem consigo mesmas. Isso as faz pedir, mesmo que inconscientemente, ao outro que se comporte de uma certa maneira que ela acredita que a fará se sentir melhor. Dessa forma, além de manter o outro em situação desconfortável, responsabiliza-o por sua alegria ou sofrimento, colocando-se em relação de dependência e mantendo expectativas muito altas em seus parceiros, amigos, colegas. Sendo assim, já que não conseguem controlar o comportamento do outro, vivem insatisfeitas.
São pessoas que se julgam incapazes de satisfazer suas próprias necessidades, colocam a responsabilidade de sua própria vida na mão do outro. Geralmente têm crenças centrais de abandono, incapacidade e desamor. Falta auto-estima e sobra esperteza, sendo capazes das mais variadas formas de manipulação para conseguirem que os outros façam "aquilo que deve ser feito" para satisfazê-la, mas não se sentem capazes o suficiente para buscarem por si mesmos aquilo que os satisfaz.
Conseguiu identificar algum conhecido? Se sim, seja bem-vinda ao clube, se não conseguiu identificar ninguém, sorte sua!
Não há fórmula mágica pra se "livrar" dessas pessoas, aliás, acho que ninguém gostaria de se livrar da própria mãe. Sim, vivemos relações simbióticas com nossas mães desde o nascimento até o momento que essa simbiose deve ser interrompida, mas há casos que isso não ocorreu e o relacionamento deixa se ser saudável e se torna abusivo. Então, nada de querer se livrar da própria mãe, ok? É mais fácil e saudável você aprender a lidar com essas pessoas.
Tá, mas e aí, como faz?
Olha, acho que pra isso não tem fórmula mágica e pode até ser bem incômodo. Bem... Vai ser incômodo. Toda mudança de atitude é. Então, sabe criança manhosa? Você tem que dar limites e mostrar pra ela quais os comportamentos que ela faz de certo e errado né? Com os relacionamentos vampirescos também. Ou seja, dar limites é o segredo. Mostrar quais comportamentos que a pessoa fez que te deixou chateada (o) e quais te deixou feliz. E esperar que ela se toque de que você gosta dela, mas que não está vivendo pra servir ela e nem pra alcançar as expectativas que ela tem em relação a você.
Comunicação assertiva, aprender a dizer não, aprender a respeitar as suas próprias vontades e limitações, são os maiores segredos para se livrar de um relacionamento abusivo.
Lembre-se: você não precisa salvar ninguém. Você não é responsável pela felicidade de seu parceiro. Você não é culpada pelos erros e vícios de ninguém. As escolhas das pessoas são apenas delas, você deve respeitar, e se você discorda, comunique. Se não houve mudanças por parte da outra pessoa e isso te machuca, mude você.
Muito amor,
Ana.



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