Principais Sinais de Ansiedade
Imagine a cena, uma pessoa está prestes a saltar de bungee jumping, ela olha pra baixo e vê no fundo do vale o rio, de águas agitadas com pedras e corredeiras. Essa visão vai provocar várias reações diferentes nas pessoas, algumas vão se sentir animadas e prontas pra pular, outras vão querer desistir, mas todas sentirão sinais de ansiedade: aumento dos batimentos cardíacos, hiperventilação, boca seca, tremor pelo corpo e até náuseas, por quê? Aquela pessoa ao mesmo tempo que quer tanto saltar, tem uma reação de alarme que serve para protegê-la dos perigos, o medo.
Charles Darwin escreveu que esse tipo de reação parece ser programada em todos os animais, a finalidade da impulsão rápida de adrenalina quando sentimos estar em extremo perigo, é fazer a gente se mexer rápido para escapar da situação (fugir) ou resistir (lutar). Quando a vida era outra, no passado, a sobrevivência dependia das respostas mais eficientes em momentos de emergência, por isso somente os humanos mais preparados sobreviveram pra fazer herdeiros. Atualmente os seres humanos possuem os mesmos sinais de ansiedade, porém muitas vezes em situações bem menos sérias que no passado, como por exemplo, um teste na escola, uma reunião no trabalho ou um jogo do seu time de futebol. Esses são exemplos de eventos que podem desencadear medo e trazer expectativas sobre o futuro, e essa sensação se chama ansiedade. Faz-se necessária a distinção entre medo e ansiedade, sendo que esta última é uma emoção semelhante à primeira, porém sem uma causa real de perigo.
É um estado de humor negativo e os principais sinais de ansiedade são a tensão física e preocupação em relação ao futuro. Os sinais de ansiedade físicos incluem: Taquicardia, ou alterações no ritmo cardíaco, falta de ar, tremores, tensão ou abalos musculares, tontura ou vertigem, sudorese, secura de boca e garganta, arrepios, ondas de frio e calor, urgência para urinar ou evacuar, formigamento nos membros e sensação de fadiga.
Há também os sinais de ansiedade psicológicos, como o nervosismo, inquietação, dificuldade de concentração, irritabilidade, insegurança, sobressaltos, sensações de estranheza em relação a si mesmo ou ao ambiente e insônia. Ter um pouco desses sintomas é considerado normal e saudável, pois uma pequena dose de ansiedade ajuda a pessoa a organizar suas atividades do dia-a-dia e comparecer a seus compromissos, porém em excesso a ansiedade pode gerar sofrimento. A ansiedade e o medo passam a ser considerados doença quando são muito maiores do que a situação em que acontecem, por exemplo, um medo absurdo de sair de casa, mesmo fora de uma pandemia, pois assim atrapalham na qualidade de vida da pessoa.
As causas da ansiedade são desconhecidas e multifatoriais, ou seja, depende de vários fatores para acontecer. Os transtornos de ansiedade podem ter padrão familial, ou seja, existir em mais de um membro de uma família e apesar de não existir um gene da ansiedade, acredita-se que a vulnerabilidade genética, particularmente em uma pessoa sob estresse, pode criar a condição para o transtorno, mas não é a causa direta dele.
Mas e aí, o que fazer com essa tal de ansiedade? Busca ajuda!
E aí, você se identificou com os sinais de ansiedade descritos antes? Mas olha, a boa notícia é que tem várias formas de viver bem, mesmo quando a ansiedade é alta. Se você está em dúvida do tamanho do estrago que a ansiedade está fazendo na sua vida, conversa com uma psicóloga, descubra o que está te impedindo de viver melhor. Aprenda a usar a ansiedade ao teu favor, como força para agir.
Muito amor,
Ana.


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