Setembro Amarelo: Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio

Hoje eu quero compartilhar com vocês conhecimentos importantes sobre a campanha Setembro Amarelo. No Brasil, é uma campanha de prevenção ao suicídio, que foi iniciada em 2015 pelo Centro de Valorização à Vida (CVV - 188).


Por que setembro e por que amarelo?


Era uma vez um garoto dos Estados Unidos, de 17 anos, muitos sonhos, objetivos, paixões. Era um garoto carismático e cheio de amigos e amigas. Ele gostava muito de carros, era apaixonado por carros. Ele comprou um carro detonado e o transformou em uma belezinha, um Cadillac amarelo. Ao menos era isso que seus pais, seus amigos pensavam dele. Já ele, tinha outra imagem de si, muitas angústias, tudo sufocado embaixo do disfarce perfeito: um jovem feliz e promissor.

Um dia, ele resolveu entrar em seu carro, e tirar a sua própria vida.


Esse fatídico dia foi em setembro. Um dia para se lembrar. Foi o dia que ele deu adeus aos sonhos, aos amigos e às paixões.

Ninguém entendeu nada. A expressão de surpresa e tristeza estava estampada no rosto de quem conheceu o garoto. Como? Por quê? Mas ele era tão feliz! Muitas foram as perguntas sem resposta, muitas foram as explicações mal explicadas, não compreendidas...

O que aconteceu?


Ele estava sofrendo e ninguém sabia. Por ignorância, por descaso, por excesso de discrição dele mesmo, nenhuma pessoa sabia que ele estava precisando de ajuda. E ele não soube pedir ajuda.

Por isso, para que todas as pessoas soubessem que poderiam pedir ajuda se precisassem, os amigos resolveram fazer uma homenagem: usaram e distribuíram laços amarelos. Criaram cartões com os dizeres "Se estiver precisando, peça ajuda". Para tentar evitar que mais pessoas perdessem a vida por não saberem que poderiam pedir ajuda.

A partir disso, os pais e mães dos adolescentes abriram suas linhas telefônicas para auxiliar pessoas em necessidade. E o número de ligações aumentou, o número de pessoas ajudadas aumentou... E a Organização Mundial da Saúde - OMS, declarou em 10 de setembro o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Por que falar sobre o suicídio?


Temos que ter em mente que:
1) Não falar não faz com que não aconteça.
2) É um problema que se aproxima cada vez mais de nós.
3) A informação é o melhor caminho para a prevenção!
4) 90% dos casos de suicídio podem ser evitados!

O suicídio é uma solução permanente para um problema temporário - é uma ilusão.


Os problemas não cessam após a morte do indivíduo, eles se multiplicam. Estima-se que a cada pessoa que perde a vida por suicídio, 6 pessoas próximas terão sua saúde mental atingida, consequentemente, os problemas se multiplicam por 6.

Todos. Eu disse TODOS os problemas da vida são temporários, passageiros, resolvíveis. Sendo a solução possível de ser encontrada sozinha ou com ajuda, SEMPRE há como resolver. Nem sempre é do jeito mais fácil, nem sempre é do jeito que imaginamos, mas sempre tem um jeito.

Tenha em mente: sempre tem solução, você não encontrou ainda. Mas vai achar.


As palavras-chave para viver bem são: saúde mental, amor-próprio e auto-respeito. A saúde mental é tão importante quanto a saúde física. Não adianta ir malhar na academia, comer saudável, se só passam pensamentos ruins e muita autocrítica na sua mente. Assim, nada vai estar mesmo bom, não é? Assim como buscamos profissionais da saúde quando temos lesões, dores e mal estar no corpo, podemos, não, PRECISAMOS buscar profissionais em saúde mental para cuidar das dores da mente! Excesso de pensamentos ruins, que causam angústia, te impedem de fazer coisas do dia-a-dia, ficar pensando que tudo vai dar errado o tempo todo não é saudável. Mas tem solução.

Ok, entendi, mas quais são os sinais de alerta?


Sentimentos de fracasso, desvalor, vazio, angústia, aperto no peito que não passa, tristeza, são alguns deles. A desesperança, ou seja, a ideia de que no futuro as coisas continuarão como estão (ruins) ou vão piorar. E, como dito antes, a falta de amor-próprio, ou baixa auto-estima.

Os comportamentos que mais chamam a atenção são o isolamento social, desmarcar os compromissos com amizades e passar a maior parte do tempo em casa, sozinho, sem fazer nada de produtivo ou significante. Deixar de fazer suas atividades favoritas, achar que a comida já não tem mais sabor, que os filmes ou seriados não são mais engraçados... Tudo isso são sinais de que algo não vai bem por aí. Agora, se você se corta, se machuca, tem comportamentos autodestrutivos ou conhece alguém que faz isso, corre buscar ajuda, pois está em risco!

O que as pessoas geralmente falam ou pensam com frequência, que pode ser considerado um sinal de alerta:
"Vou sumir para sempre!"
"Ninguém gosta de mim... Ninguém se importa..."
"Eu queria poder dormir e nunca mais acordar."
"É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero morrer."

Isso aí são coisas que quem está muito triste e precisando de ajuda falam. Não ignore um pedido de ajuda, muitas vezes uma escuta sem julgamentos, um abraço, uma palavra sincera de apoio já bastam para renovar a fé na vida.

Onde achar ajuda?


Em primeiro lugar, o CVV, com o número de telefone 188, tem pessoas treinadas para atender situações de sofrimento psicológico. Qualquer sofrimento. Pode ser que você brigou com sua mãe e não tem com quem falar. Pode ser que você está sofrendo porque está com raiva de alguém, pode ser que você está pensando em se cortar de novo. Todas essas situações são válidas e merecem atenção. O telefonema é anônimo, ninguém vai saber que você ligou. Pode ligar do celular, do telefone de casa ou do orelhão. Falar é a melhor solução.

Na região do seu bairro, você pode procurar a Unidade Básica de Saúde - UBS ou Programa Estratégia Saúde da Família - ESF, quando os agentes de saúde passam na sua casa para saber se você e sua família estão bem. Outra opção na saúde pública são os CAPS - Centro de Atenção Psicossocial, da sua cidade. É um serviço de portas abertas, ou seja, você pode chegar e ser atendido pelo acolhimento. Nesse local, geralmente são atendidos casos mais graves, com ideação suicida e intenso sofrimento psíquico.

Se você puder pagar, existem psicólogas e psiquiatras em consultórios particulares, que são profissionais que cuidam da saúde mental e vão poder te acompanhar nessa jornada rumo ao autoconhecimento e uma vida melhor.

Se você se identificou, ou conhece alguém que está demonstrando alguns sinais de alerta, manda uma mensagem para mim, a gente marca um horário para conversar e tirar as suas dúvidas.

Muito amor,
Ana.

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